quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Camelos no deserto

"Zoom" um livro de Istvan Banyai

"Zoom" é um livro só de imagens que, pouco a pouco, vão dando uma visão mais ampla do mesmo contexto como se estivessemos a reduzir o zoom. É muito interessante ver a integração de uma parte da imagem num conjunto em que vai passando a ser cada vez menos importante à medida que fazemos o recuo do zoom.












terça-feira, 9 de novembro de 2010

Disse que me disse: Brasileirinho

Criado pelo design brasileiro Fernando Brandão, o pavilhão brasileiro na Exposição Universal de Xangai, na China, é um volume verde e amarelo, constituído por peças de madeira pinus intercaladas aleatoriamente. Uma das finalidades de seu trabalho era dar identidade a um galpão existente, de perfil industrial, volumetria ortogonal e proporção horizontalizada, alugado pelo Brasil.
“Então, saí em busca do gesto”, revela Brandão, para quem são bem-sucedidos os países que criam uma marca para o evento, como a sua: um “Brasil de braços abertos”, inspirado na silhueta do icônico monumento do Cristo Redentor. Faz parte da apresentação do projeto um completo manual de identidade, também de sua autoria, do qual a arquitetura é uma das expressões.
O material escolhido e a disposição irregular das peças que revestem o pavilhão fazem menção, respectivamente, à brasilidade do design de Fernando e Humberto Campana e ao símbolo da marca proposta.
São oito quilômetros de percurso entre as extremidades da exposição -, assim como à orientação dos organizadores para que se priorizasse o diálogo com o público infantil. A ideia era ir na contramão dos pavilhões austeros, acadêmicos ou elitistas que já representaram o país em exposições mundiais, destaca Brandão.
“O código de obras é rigoroso lá, como em São Paulo, mas conseguimos aprovar projeção da fachada em muito superior aos 30 centímetros permitidos por lei”, relata Brandão, que criou fechamentos com 12 metros de altura e avanço máximo de três metros. Chega a parecer um pavilhão novo, com identidade própria, ele comemora.O volume que recobre o pavilhão é composto por malha irregular de madeira pinus, pintada na cor verde
A curvatura derivada da marca do pavilhão é o elemento de identidade da arquitetura de Fernando Brandão



 
... sobre as cidades brasileiras que sediarão a Copa de 2014
A curvatura derivada da marca do pavilhão é o elemento de
identidade da arquitetura de Fernando Brandão

O volume que recobre o pavilhão é composto por malha irregular de madeira pinus, pintada na cor verde
Um dos temas é o entrecruzamento de raças, característico do Brasil
Um dos temas é o entrecruzamento de raças, característico do Brasil
Através de recursos de manipulação do som e de imagens posicionados em paredes e no piso do pavilhão
Através de recursos de manipulação do som e de imagens posicionados em paredes e no piso do pavilhão


Disse que me disse: Arquitetura semelhante a Casa do Baile

Implantada em frente a uma praça, a residência no Morumbi foi desenhada por Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, do escritório Brasil Arquitetura. No projeto, o contraste entre a laje curva, as treliças e os painéis de alvenaria revestidos resulta em obra de personalidade própria, contemporânea e de raiz caipira. Nele, a empena azul contrasta com as lajes de concreto.
 O volume da residência é organizado por planos horizontais e verticais. No sentido vertical (que corresponde aos fechamentos), dois grandes painéis de alvenaria e concreto revestidos de massa grossa e caiados de azul foram implantados sobre a linha do limite dos recuos, definindo as aberturas da casa.
Sob a escada, um espelho d’água, paralelo à divisa com os vizinhos, acentua a integração entre interior e exterior. Do outro lado da casa, essa relação é reforçada pelo caixilho piso-teto voltado para o nascente.
Os elementos orgânicos (a laje curva e as treliças) são uma simbiose de imagens diversas, da curva livre de Niemeyer aos caixilhos contínuos de  J. A. Coderch. Já os grandes muros revelam influência de Luis Barragán. No entanto, a maior fonte para a dupla é Lina Bo Bardi (com quem colaboraram), que, assim como Gio Ponti, misturava artesanato com racionalismo europeu.

Disse que me disse: Catolicismo/ Modernismo

Ao longo dos séculos, até o período do Renascimento, os templos foram construídos a partir da fé cristã, onde a história da arte e cultura se confunde com a história da arte sacra. Qualquer pessoa que olhe para as esculturas,  gravuras, vitrais e demais imagens sacras percebe a solenidade que emana dos locais, fazendo com que se note o santuário destinado à oração e penitência.
Erguida na Ile de la Cité, no centro do rio Sena, sobre os restos de duas antigas igrejas, por iniciativa do bispo Maurice de Sully, a catedral de Notre-Dame de Paris (ou de Nossa Senhora de Paris), considerada por Victor Hugo como o paradigma das catedrais francesas, estabeleceu o modelo ideal do templo gótico, constituindo um dos exemplos mais equilibrados e coerentes deste período.

Em contraposição a essa arquitetura tão devota e cheia de elementos representativos e porque não dizer contemplativos, difundiu-se a partir da segunda metade do século XX,  a arquitetura modernista ou pós-modernista, que tem como principal precusor na construção de igrejas Le Corbusier (obra da Capela de Notre Dame du Haut). Embora sofra alguns preconceitos, como o tardio reconhecimento da Igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, a arquitetura contemporânea agregou patrocinadores, como o próprio Vaticano, que no começo dos anos 90, decidiu construir cinquenta igrejas novas.


Uma delas, a Igreja de Deus Pai Misericordioso em Roma, “encomendada pelo próprio Papa e erguida em Tor Tre Teste, um subúrbio de prédios populares a 10 quilômetros do centro, a Igreja de Deus Pai Misericordioso custou 25 milhões de dólares e levou sete anos para ser concluída. Suas três paredes brancas e curvas parecem enormes velas de um barco – que lembram a Ópera de Sydney, ícone da arquitetura moderna.” Segundo o autor do projeto, o arquiteto Richard Meier, as três conchas simbolizam a Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo e a construção tem como objetivo transmitir um ideal de pureza com muito branco e luz, havendo assim o máximo de aproveitamento da luminosidade solar. A nave principal, com capacidade para 3.000 pessoas, tem 100 metros de comprimento, 27 de altura e área de 5.300 metros quadrados, sem um único pilar atrapalhando a visão dos fiéis. O prédio é feito de concreto armado de cor amarelada que lembra a pintura de adobe das primeiras missões espanholas na região. Diferentemente da praxe nos templos católicos, não é dedicada a um santo, mas diretamente a Deus. Também não exibe a cruz na fachada. Por fim, Meier é o primeiro arquiteto judeu a projetar uma igreja católica.
Fotos divulgaçãoação
BARCO A VELA
Por fora, as paredes curvas de concreto da Igreja de Deus Pai Misericordioso, em Roma, lembram as velas de um barco. Elas simbolizam a Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo. No interior, a grande clarabóia permite aos fiéis enxergar o céu
Emfim, sejam elas góticas ou modernas têm sua beleza indiscutível e papel importante na construção da história das artes e do próprio catolicismo, ambos momentos da arquitetura têm importante papel.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Performa hub bienal

Performa hub é um projeto especial localizado no novo prédio da Cooper Union, em Nova York, o cubo performa foi criado para servir como quartel-general de sua Bienal e foi especialmente desenhado por nOffice, sediada em Berlim. O projeto servirá como direito a assessoria de imprensa, sala de reuniões e um espaço para eventos especiais. O projeto consiste em uma sala que serve para múltiplas funções simultaneamente, as paredes foram revestidos em painéis de madeira, muitas das quais têm janelas escondidas para uso durante as atividades especiais. 
fonte: blog Judit Bellostes